Homens: atenção ao mitos sobre a osteoporose!

Ainda há muitos mitos globais envolvendo os homens e a osteoporose e, por isso, as mensagens chave a seguir foram desenvolvidas globalmente para ajudar a desacreditá-los:

MITO 1: A osteoporose é uma “doença de mulher”

A osteoporose atinge os homens também. Mundialmente, afeta um em cada cinco homens contra uma em cada três mulheres (idade > 50 anos). As fraturas osteoporóticas em homens mais velhos (> 50 anos) estão comumente associadas com mortalidade e morbidade consideráveis, incluindo função e mobilidade reduzidas, dor, costas arqueadas e comprometimento respiratório. O resultado é uma redução na qualidade de vida e perda da independência.

Após a fratura de quadril, os homens têm duas vezes maior probabilidade de morrer do que as mulheres. O risco de um homem sofrer uma fratura osteoporótica ao longo da vida é maior do que a probabilidade de desenvolver câncer de próstata. Um terço de todas as fraturas de quadril do mundo todo ocorre em homens.

MITO 2: A osteoporose é uma parte natural do envelhecimento e você não pode preveni-la

Fraturar um osso depois de uma pequena queda ou topada NÃO é normal em nenhuma idade. Há ações que podem ser tomadas no início da vida para reduzir o risco de ter osteoporose.

Adotar um estilo de vida saudável para os ossos é o primeiro passo para a prevenção. Os fatores de risco modificáveis são: consumir alimentos ricos em nutrientes para a saúde óssea, incluindo cálcio e vitamina D; evitar um estilo de vida com hábitos negativos, como o uso excessivo de álcool e o tabagismo; fazer exercícios de carga e exercícios para o fortalecimento muscular.

MITO 3: A osteoporose não é uma preocupação urgente com a saúde e uma ação imediata não é necessária

No mundo todo, as populações estão envelhecendo rapidamente e a expectativa de vida em homens aumenta de forma constante. De 1950 a 2050 haverá um aumento de 10 vezes no número de homens com 60 anos e mais – o grupo etário com maior risco de osteoporose.

Na Europa, o número total de fraturas em homens terá um aumento de 34%. Em algumas outras regiões do mundo o número de homens com osteoporose e fraturas está aumentando em uma taxa ainda maior.

O envelhecimento saudável, ativo, precisa ser priorizado para que homens e mulheres possam ter vidas ativas, independentes com o passar dos anos. Sem estratégias efetivas de prevenção, um enorme aumento nas fraturas colocará um grande peso sobre os indivíduos, famílias e comunidades, bem como sobre os orçamentos voltados para a saúde.

MITO 4: A osteoporose não pode ser diagnosticada nem tratada 

Existem testes simples que ajudam a identificar quem tem osteoporose, bem como o risco de fraturas, e há tratamentos efetivos disponíveis.

Homens com mais de 50 anos que tiveram uma fratura anterior têm um risco duas vezes maior de uma fratura subsequente, quando comparados com os que não tiveram fratura. Uma fratura prévia é um sinal claro de que os homens precisam conversar com seus médicos, fazer testes e serem tratados de forma apropriada.

Nos homens, dois fatores de risco comuns são hipogonadismo (deficiência de testosterona) e uso prolongado de corticoides, entre outros.

Os homens com fatores de risco devem discutir a saúde óssea com seus médicos, que podem pedir um teste de absortometria de raios-X de dupla energia (DXA) para medir a densidade mineral óssea e/ou avaliar a probabilidade de fratura futura usando a calculadora FRAX®. Uma medicação poderá ser prescrita depois da avaliação clínica.

Com a adesão à medicação prescrita, os pacientes podem reduzir substancialmente o seu risco de fraturas futuras.

MITO 5: A osteoporose tem um impacto mínimo sobre homens e a unidade familiar 

Os homens desempenham um papel crítico nas famílias, como pais e como filhos, cuidando e apoiando outros membros da família. No mundo todo há uma perda significativa no número de dias de trabalho e na produtividade devido a fraturas (como de coluna, p.ex.) em homens entre 50–65 anos.

O envelhecimento saudável e a manutenção da independência são importantes para os homens mais velhos e suas famílias. Depois de sofrer uma fratura de quadril, cerca de 10-20% de homens que viviam na comunidade vão requerer cuidados de enfermagem de longo prazo.

Os homens têm uma menor expectativa de vida do que as mulheres, e as fraturas de quadril fazem com que percam uma proporção maior de anos restantes de vida do que as mulheres. Melhorar a saúde dos homens por meio da detecção precoce da osteoporose no momento adequado pode resultar em uma redução da morbidade e da mortalidade, beneficiando os homens, as famílias e a sociedade.

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